O palanque, segundo o texto, estaria alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Fernando Haddad, reforçando a sintonia com o projeto político do governo federal.
Segundo a política, a decisão “reafirma o compromisso pela reeleição do presidente Lula” e pela consolidação de uma frente democrática no estado, com apoio a Fernando Haddad.
Ainda de acordo com a nota, Marina tomou a decisão após “cuidadosa e comprometida reflexão” e que optou por seguir no partido que ajudou a fundar, reafirmando o compromisso com “a restauração dos princípios e valores da REDE”.
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Além disso, a permanência ocorre como parte de um esforço mais amplo de fortalecimento do campo democrático, que, nas palavras dela, precisa de “ecossistemas partidários plurais e fortalecidos” para enfrentar ameaças autoritárias.
No documento, Marina também menciona divergências internas na sigla e diz que a decisão de permanecer é uma forma de “reafirmar meu compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso”.
Apesar das tensões, ressalta que seguirá atuando em conjunto com partidos como PT, PSB, PSOL, PDT, PV e PCdoB.
Marina Silva é uma das figuras mais conhecidas da política ambiental e do campo progressista no Brasil. Natural do Acre, construiu sua carreira ao lado de lideranças como Chico Mendes e se destacou nacionalmente na defesa da Amazônia e do desenvolvimento sustentável.
Foi senadora pelo Acre e ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, no primeiro governo Lula, retornando ao cargo em 2023. Ao longo da carreira, também se lançou como candidata à Presidência da República nos anos de 2010, 2014 e 2018, consolidando-se como uma alternativa no campo ambientalista e de centro-esquerda.
Fundadora da Rede Sustentabilidade, Marina mantém atuação marcada pela defesa da democracia, da justiça social e da agenda climática, temas que voltam a aparecer como eixo central em seu posicionamento político mais recente.
