O ministro relator das investigações sobre o Banco Master, Mendonça, refutou veementemente a comparação de Gilmar Mendes, que equiparou a condução do caso à operação Lava Jato. Em resposta às alegações de "espetacularização" e "sensacionalismo" feitas por Mendes em seu voto, Mendonça declarou que sua atuação não é influenciada por "pressões da mídia" e que ele não "busca a mídia".

Mendonça enfatizou a gravidade dos crimes investigados, transcendendo a esfera de crimes do colarinho branco ou de atores em escritórios financeiros. Ele descreveu a situação com contornos de "máfia" e "crime organizado mafioso", citando fraudes, crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, prejuízo ao sistema financeiro e dilapidação de fundos garantidores de poupanças como elementos centrais da investigação.

O ministro reconheceu a possibilidade de seu voto no caso entrar para a história, assim como mencionado por Gilmar Mendes, mas ressaltou que não se "presta a trabalhos abjetos". Mendonça também indicou que seria "muito simples acabar com a investigação", posicionando-se como o "polo mais frágil" em todo o processo.

Adicionalmente, Mendonça expressou baixa expectativa quanto à efetividade de uma delação premiada no contexto, ressaltando a necessidade de que tal processo seja conduzido com "seriedade" e afirmou não ter acessado relatos preliminares. A declaração ocorre em meio à suspensão do julgamento sobre a prisão do pai de um dos envolvidos, após pedido de vista de Gilmar Mendes.