Ainda segundo interlocutores ouvidos pela CNN, o ministro passou a apostar suas fichas na colaboração premiada de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro do esquema.
Outra estratégia seria atrasar o processo de homologação da delação de Vorcaro, podendo deixar a análise para depois das eleições.
A avaliação é de que o ambiente político, extremamente contaminado e tensionado, prejudica uma delação fidedigna por parte do banqueiro.
Waack: Vorcaro tenta delação em meio a colapso moralMendonça ainda tem baixa expectativa sobre delação premiada de VorcaroDefesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PF e PGR A frustração com os sinais da delação foi objeto de uma conversa recente e tensa de Mendonça com o advogado de Vorcaro, José de Oliveira Lima, conhecido como Juca. Mendonça teria dito a ele, segundo aliados, que um fato que o ministro sabia ter ocorrido acabou ignorado nos primeiros anexos. Após a conversa, Mendonça disse a interlocutores considerar que Juca estava manipulando a delação de Vorcaro para poupar envolvidos.
A tensão entre ambos fez voltarem, em Brasília, rumores de que a família de Vorcaro estaria cogitando uma mudança na defesa do banqueiro. Procurado, Juca disse que sua relação com Vorcaro é excelente e que essa informação nunca chegou até ele.
Procurado pela CNN, Mendonça não se manifestou.
