A decisão ocorreu pouco depois de o Estadão revelar conversas nas quais o banqueiro pedia ao magistrado que atuasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.
Diante das informações, Mendonça pediu à PGR esclarecimentos complementares sobre a mensagem. Segundo apuração da CNN, o ministro também estaria mapeando os votos que poderia obter dentro da Corte para uma eventual apuração.
Vorcaro dizia ter "amigos" dentro do BC: "Não posso queimá-los"Hugo, Ciro e Moraes se encontraram na casa de Vorcaro, afirma PFVorcaro a Moraes: "Tenho gratidão da minha vida a você" Mensagens antes da prisão Outras conversas entre Vorcaro e Moraes também vieram a público nesta terça-feira. O ex-banqueiro procurou o ministro dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal, quando tentava embarcar em um avião particular com destino a Dubai.
Em uma mensagem enviada em 15 de novembro de 2025, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Na sequência, questionou sobre um juiz identificado como Ricardo, perguntou se o então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estava ciente da situação e se seria possível fazer alguma coisa.
No dia seguinte, um dia antes da prisão, Vorcaro voltou a procurar Moraes e perguntou: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”. De acordo com a investigação da PF, as conversas permitem levantar a hipótese de que o ministro tenha repassado ao empresário informações sobre o andamento da Operação Compliance Zero, incluindo datas e horários de diligências planejadas pela corporação.
Também veio a público informações sobre um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e Vorcaro.
Em nota, o escritório de Viviane Barci de Moraes afirmou que seu setor de compliance consultou o ministro, na condição de marido da sócia-diretora, sobre a existência de eventuais impedimentos legais para a contratação. Segundo a banca, Moraes verificou a minuta e concluiu que não havia impedimento para a assinatura do acordo.
O escritório afirmou ainda que o ministro nunca julgou no STF uma causa envolvendo o Banco Master e que os serviços previstos no contrato foram efetivamente prestados.
A CNN procurou a assessoria do STF sobre as menções ao ministro Alexandre de Moraes no relatório e aguarda resposta.


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