As projeções do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos brasileiros, como o Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação, mantiveram-se relativamente estáveis, com poucas variações nas últimas semanas. As expectativas sinalizam uma continuidade no cenário econômico atual, com um crescimento moderado e uma inflação controlada, ainda que influenciada por fatores pontuais. As estimativas são compiladas semanalmente e servem como balizadores para a tomada de decisões no setor produtivo e financeiro do país.
Para o crescimento da economia brasileira, a estimativa do PIB para o ano corrente permaneceu em 1,82%. Olhando mais à frente, as projeções indicam um avanço de 1,8% em 2027 e uma expansão de 2% para os anos de 2028 e 2029. Em 2025, o terceiro trimestre já havia registrado um crescimento de 0,1%, impulsionado principalmente pela indústria e agropecuária, um resultado que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considerou como estabilidade. O ano de 2024 encerrou com uma alta de 3,4% no PIB, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021, que alcançou 4,8%. Complementarmente, a previsão para a cotação do dólar está em R$ 5,42 ao final deste ano, subindo para R$ 5,50 no fim de 2027.
No que tange à inflação, após um período de sete semanas consecutivas de queda, a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como inflação oficial do país, estabilizou-se em 3,91% para o ano corrente. Para 2027, a projeção foi ligeiramente revisada de 3,8% para 3,79%. As expectativas para 2028 e 2029 apontam para uma inflação de 3,5% em ambos os anos. É importante notar que a estimativa para a variação de preços em 2026 se mantém dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, resultando em um limite superior de 4,5%. Em janeiro, o IPCA registrou alta de 0,33%, impactado principalmente pelos reajustes na conta de luz e na gasolina, acumulando 4,44% em 2025.
A taxa básica de juros, a Selic, é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação e atualmente está definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar da contenção inflacionária e da valorização do real frente ao dólar, o Copom optou por manter a taxa inalterada em sua última reunião, pela quinta vez consecutiva. Contudo, em ata, o Comitê sinalizou o início de um ciclo de cortes na reunião de março, desde que a inflação permaneça sob controle e não haja reviravoltas no cenário econômico. Mesmo com a redução, os juros serão mantidos em níveis restritivos. As estimativas dos analistas de mercado preveem uma redução da Selic para 12% ao ano até o final de 2026, continuando a cair para 10,5% em 2027, 10% em 2028 e alcançando 9,5% ao ano em 2029. O aumento da Selic visa conter a demanda, encarecer o crédito e estimular a poupança, dificultando a expansão econômica; sua redução, por outro lado, busca baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo.
