O ex-candidato ao governo de Santa Catarina, Gelson Merisio, lançou duras críticas a um suposto plano da família Bolsonaro, com o aval do atual governador Jorginho Mello, de desmantelar indicadores e conquistas do estado. Merisio classificou a iniciativa como um "projeto de poder" com o objetivo de remodelar a política nacional às custas do desenvolvimento catarinense.
Em suas declarações, Merisio enfatizou que as ações em curso estariam prejudicando os "indicadores" de Santa Catarina, um termo que abrange diversas métricas de desenvolvimento social e econômico. Ele argumenta que o que antes eram avanços e conquistas consolidadas para o estado estariam sendo sacrificados em nome de uma ambição política de alcance nacional, que busca fortalecer a influência da família Bolsonaro no cenário brasileiro.
O político catarinense expressou profunda preocupação com a forma como o governo estadual, sob a liderança de Jorginho Mello, estaria se alinhando a essa estratégia. Para Merisio, o apoio a esse "projeto de poder" representa uma traição aos interesses de Santa Catarina e um retrocesso em relação ao progresso que o estado vinha alcançando em diversas áreas. A "usurpação" das conquistas, segundo ele, é um preço alto demais a se pagar por um projeto político que não prioriza o bem-estar e o futuro dos catarinenses.
Merisio alertou sobre as consequências a longo prazo dessas decisões, que poderiam comprometer a autonomia e a capacidade de crescimento de Santa Catarina. Ele convoca a sociedade a refletir sobre os rumos do estado e a resistência a iniciativas que visam enfraquecer suas conquistas em benefício de agendas externas. A crítica se insere em um contexto de articulações políticas para as próximas eleições, onde a influência de figuras nacionais como a família Bolsonaro se faz sentir em diferentes estados.
