De acordo com o posicionamento, uma "lacuna" nas "proteções" da empresa fez com que a ferramenta de inteligência artificial da Meta elaborasse materiais de campanha que favoreciam o senador e também candidato Flávio Bolsonaro (PL).

"Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos", declarou a empresa na nota.

Na quinta-feira (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, que até o fim do segundo turno das eleições, sob pena de multa diária de R$ 500 mil, a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Lula nem de Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão foi dada em ação protocolada pela campanha de Lula, após dizer que a empresa "tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação".

A empresa afirmou que suspensão ocorreu por conta "das regras rígidas do Brasil para conteúdo digital" que, na avaliação da Meta, "aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão".

Em 7 de outubro, a empresa disse que "um incidente técnico" afetou os sistemas que contabilizam reproduções e reprises de Reels. O problema, ainda segundo a Meta, não ficou ficou restrito ao Brasil e à conta da campanha de Lula. "É importante destacar que a campanha de Flávio Bolsonaro também entrou em contato com a Meta neste dia para relatar o mesmo problema".

"Durante cerca de cinco horas, as contagens de visualizações ficaram congeladas, incorretas ou zeradas, embora o conteúdo continuasse sendo distribuído normalmente. O incidente afetou criadores em mais de 100 países."

O jornal Folha de S. Paulo teve acesso a diálogos de funcionários da Meta. De acordo com o jornal, eles admitem que as restrições prejudicaram as contas de Lula.

Em uma das mensagens, o funcionário da empresa afirmou que a conta do presidente e candidato à reeleição estava "limitada" em comparação ao de seu adversário, Flávio Bolsonaro - e que isso seria negativo pela "alta chance" de haver ação jurídica.

O posicionamento divulgado pela empresa afirmou que, para cumprir as regras eleitorais, a Meta proibiu temporariamente a Meta AI de recomendar candidatos ou gerar imagens deles no Brasil.

"Nossos sistemas bloqueavam prompts no Brasil que mencionavam claramente qualquer um dos candidatos – incluindo “Lula”, “Luiz Inácio Lula da Silva”, “Bolsonaro” e “Flávio Bolsonaro” -, mas nem sempre reconheciam um candidato quando um primeiro nome comum era combinado com um número eleitoral".

A empresa declarou também que "cada um dos incidentes citados pela campanha de Lula tem uma explicação direta e documentada".

"Nenhum deles reflete direcionamento político. Nenhum reflete manipulação da distribuição. Nenhum reflete uma tentativa de influenciar a eleição", conclui.

""Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos", declarou a empresa na nota."

""Durante cerca de cinco horas, as contagens de visualizações ficaram congeladas, incorretas ou zeradas, embora o conteúdo continuasse sendo distribuído normalmente. O incidente afetou criadores em mais de 100 países.""

""Nossos sistemas bloqueavam prompts no Brasil que mencionavam claramente qualquer um dos candidatos – incluindo “Lula”, “Luiz Inácio Lula da Silva”, “Bolsonaro” e “Flávio Bolsonaro” -, mas nem sempre reconheciam um candidato quando um primeiro nome comum era combinado com um número eleitoral"."

""Nenhum deles reflete direcionamento político. Nenhum reflete manipulação da distribuição. Nenhum reflete uma tentativa de influenciar a eleição", conclui."