O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, até o dia 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições presidenciais. A medida atende a um pedido que aponta o descumprimento de decisões judiciais por parte do ex-chefe do Executivo e de seu filho.
Moraes fundamentou sua decisão na transmissão ao vivo realizada por Flávio Bolsonaro em redes sociais, na qual o senador leu uma carta enviada por Jair Bolsonaro. O ministro considerou que o ato violou a determinação que impede o ex-presidente de utilizar as mídias digitais, direta ou indiretamente. A leitura da carta, com um tom político-eleitoral, foi interpretada como um desvio de finalidade do direito de visita e uma possível manobra para contornar as restrições impostas a Jair Bolsonaro.
Além de suspender as visitas, o ministro Alexandre de Moraes determinou o acionamento do Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar se Flávio Bolsonaro cometeu propaganda eleitoral antecipada. A carta lida pelo senador continha elogios ao filho e falava sobre o combate à corrupção, à violência e ao empobrecimento no país, o que reforça a suspeita de uso político. A propaganda eleitoral oficial só tem início previsto para 16 de agosto, conforme o calendário da Justiça Eleitoral.
A defesa de Flávio Bolsonaro criticou a decisão, alegando que a suspensão das visitas desrespeita a Constituição Federal. Coordenador da pré-campanha do senador, Rogério Marinho também se manifestou contra a medida. A carta de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde o fim de julho, já havia gerado críticas de outros pré-candidatos e um recurso por parte do PT no STF, que alega o descumprimento deliberado das condições impostas pelo ministro.
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2F2%2FD%2F4QBeMIQmebYJBZobTw2w%2Fnovo-projeto-1-.jpg&w=3840&q=75)