Com inscrições abertas até 22 de setembro, o evento que acontecerá entre 24 e 26 de setembro reúne palestras, visitas mediadas e oficinas voltadas a práticas pedagógicas antirracistas e à revisão de narrativas históricas

Por Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da USP

A iniciativa responde às transformações impulsionadas pelos movimentos negros nas últimas décadas, que têm sido fundamentais para revisar narrativas e trajetórias historicamente negligenciadas, além de ampliar a presença de artistas, pesquisadores e intelectuais negros em acervos e exposições. A premissa central do seminário reconhece que a ampliação dessa representatividade tenciona os critérios que definiram ausências e presenças nesses espaços, exigindo reavaliações na história da arte e novas estratégias de mediação cultural voltadas a combater estereótipos, apagamentos e reproduções de vieses coloniais.

As atividades do primeiro dia ocorrem na sede do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, com credenciamento matutino realizado pela Entrada P7.

9h às 10h: Recepção e café de boas-vindas. 10h às 10h15: Fala institucional da Superintendência e Diretoria Executiva. 10h15 às 10h30: Apresentação geral do evento, com Guilherme Domingos, Mariana Per e Laura Felicio. 10h30 às 12h: Mesa Museu Afro: promoção de autoestima a partir do acervo do MAB, ministrada por Guilherme Domingos. O painel debaterá estratégias de mediação para confrontar estereótipos, destacar protagonismos negros e refletir sobre o papel dos museus no fortalecimento da autoestima da população negra. 12h30 às 14h: Intervalo para almoço. A reentrada no período da tarde ocorrerá pela portaria principal. 14h30 às 17h: Visita mediada pelo acervo do museu, com foco em obras, trajetórias de artistas negros e suas contribuições para a cultura e história brasileira.

No segundo dia, as atividades passam a ser sediadas no Instituto Tomie Ohtake.

O encerramento do seminário ocorrerá no Museu do Ipiranga com uma oficina prática voltada à desconstrução de narrativas colonialistas em acervos históricos.

14h às 17h: Oficina Ações Educativas na Desconstrução de Narrativas Colonialistas. A atividade propõe discutir como mediar acervos atravessados por heranças coloniais sem reproduzir ausências e apagamentos. A discussão apoia-se nas diretrizes da Lei nº 10.639/2003 e na visibilidade dada a personalidades históricas e artísticas negras como André Rebouças, Tebas (Joaquim Pinto de Oliveira), Mestre Valentim, Maria Auxiliadora, Yêdamaria e Maria dos Santos Reinbolt.

Percurso pelas Exposições: Os participantes percorrerão as exposições de longa duração do museu organizadas em três eixos: contrapontos (na exposição Passados Imaginados); ausências e apagamentos (em Uma História do Brasil); e presenças (nas exposições Para Entender o Museu, Mundos do Trabalho e Coletar: imagens e objetos).

Roda de Conversa: A atividade será finalizada no Ateliê 1 com um debate conduzido por educadores a partir da obra Mãos Sujas, de Paulo du Sanctus, recentemente incorporada ao acervo do Museu do Ipiranga.

Mediação e educação em diálogo: a construção do negro como sujeito Data de Realização: 24 a 26 de setembro de 2026 Prazo de Inscrições: de 9 até 22 de setembro Links de Inscrição: Museu Paulista; Museu Afro Brasil e Instituto Tomie Otake Investimento: gratuito Público-Alvo: educadores, mediadores, agentes culturais e interessados em educação museal antirracista Onde: 24/09, quinta-feira, 9h às 17h: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo (entrada e credenciamento pela Portaria P7; acesso vespertino pela Portaria P3) 25/09, sexta-feira, 10h às 17h: Instituto Tomie Ohtake 26/09, sábado, 14h às 17h: Museu do Ipiranga / Museu Paulista da USP (Oficina no Ateliê 1 e exposições)

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