Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Messias recebeu cumprimentos antes e durante sua sabatina. Compareceram no colegiado presidentes nacionais de partidos, ministros e aliados evangélicos.

Já na chegada à Casa Alta, estava junto de Messias o ministro da Defesa, José Múcio. A base governista aposta no bom trânsito de Múcio entre senadores para vencer resistências.

Messias também recebeu cumprimentos pessoais do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente nacional do PSB, João Campos. Na CCJ, também compareceram deputados, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), ex-ministro de Portos e Aeroportos.

Sou evangélico, mas tenho consciência de que o Estado é laico, diz MessiasDemocracia começa pela ética de juízes, diz Messias no SenadoMessias fala em "aperfeiçoamento" e defende decisões colegiadas do STF Para a votação no Senado, o ministro Wellington Dias (PT-PI), da Assistência Social, se licenciou do cargo para reassumir a sua vaga no Senado e votar. Outros ex-ministros de Lula que deixaram suas funções por conta das eleições e voltaram ao Senado também participaram da sabatina, foi o caso de Camilo Santana (PT-CE) e Renan Filho (MDB-AL).

Religiosos também circularam pelos corredores do Senado pedindo apoio para Messias. Estiveram na CCJ, os bispos Samuel Ferreira e Abner Ferreira, presidente e vice da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil do Ministério de Madureira.

Evangélico, o atual advogado-geral da União fez diversos acenos ao segmento em suas falas. "Para mim, ser evangélico é uma bênção; não um ativo. A minha identidade é evangélica. Todavia, eu tenho plena clareza, de que o Estado constitucional é laico. Há uma laicidade, clara, mas colaborativa, que fomenta o diálogo construtivo entre o Estado e todas as religiões", disse.

Ao longo de sua fala, Messias recebeu abraços e cumprimentos de parlamentares aliados. Cotado inicialmente para a vaga no STF, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), foi um dos congressistas que cumprimento o indicado.

Na CCJ, a base governista estima ter ao menos 16 votos. São necessários 14 para a aprovação. Já no plenário, onde são necessários 41 votos, aliados do Executivo calculam o apoio de ao menos 45 senadores. Já a oposição afirma ter pelo menos 30 votos contrários ao nome de Messias.

Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Nessa época, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de votos. A indicação foi formalizada somente em abril.

Após a sabatina na CCJ, a indicação de Messias será votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Se aprovado, o indicado estará apto a assumir a função de ministro da Suprema Corte.

Para ser aprovado, um indicado ao STF precisa alcançar um patamar mínimo de votos favoráveis.

A votação será secreta nas duas etapas. Logo, não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado.