O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu a liberação do trabalho infantil no Brasil, durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, transmitida ao vivo nesta sexta-feira (1º/5), Dia do Trabalhador.
“Eu trabalho desde que aprendi a contar. Mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. (...) Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário. Mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”, afirmou o ex-governador durante a entrevista.
Zema disse que trabalha desde os cinco anos de idade, e que começou contanto parafusos e porcas na loja do seu pai. E acrescentou que, nos Estados Unidos, crianças podem trabalhar entregando jornal.
“Aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança trabalha entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada jornal entregue., no tempo que ela tem. Aqui é proibido, está escravizando a criança. Então, é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso aí”, afirmou Zema.
O ex-governador mineiro voltou a defender privatizações de estatais, para abater a dívida pública e cortar gastos do governo federal.
“Nós vamos privatizar Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, tudo para pagar a dívida e para fazer investimentos estruturantes. Aí, a vida do brasileiro vai melhorar porque hoje, muitas vezes, essas entidades são usadas para interesses políticos, você sabe disso, e não para o desenvolvimento”, afirmou.
O ex-governador disse que o corte de gastos públicos é essencial para permitir a redução da taxa básica de juros do país.
Zema voltou a criticar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele estimulou o crescimento da economia de forma artificial.
“É exatamente igual o cara que quer ficar bombadão, que começa a tomar anabolizante. Ele cresce, fica bonitão, saradão, depois vai vir problema de cardiologia, hepático, circulatório, de impotência”, afirmou Zema.
Questionado se Lula teria deixado o Brasil impotente, Zema disse que “até hoje sofremos as sequelas”. E arrematou: “’Tadalazema’ [em alusão ao medicamento Tadalafila, usado, entre outras coisas, para tratar disfunção erétil]. Nós já temos um medicamento no Brasil”, disse, em tom de brincadeira.
%3Astrip_icc()%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FG%2Fj%2F3h2Q7nS3ers3bosi22fw%2Ffoto14pol-101-zema-a9.jpg&w=3840&q=75)