Nas redes sociais, Silvio afirmou que Janja atribuiu a ele uma "culpa antecipada por uma conduta" que não teria acontecido e que "o nome disso é linchamento" público.
"Mais do que ninguém, a senhora deveria saber a importância da presunção de inocência, vez que seu marido também foi vítima de quem se apressou em acusá-lo injustamente, num episódio que marcou a história recente deste país", disse.
Silvio Almeida não é encontrado pela Justiça e atrasa processo no STFAnielle: “nem o assédio, nem a mentira” vão apagar o brilho de uma mulherPGR denuncia Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle Franco Silvio Almeida também disse que a vida e honra dele "não podem servir de ativo político". "O julgamento social antecede o processo e é esse julgamento antecipado que eu preciso enfrentar enquanto a investigação segue seu curso", declarou.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o ex-ministro por importunação sexual contra Anielle Franco em março deste ano. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal) e corre sob sigilo de Justiça. Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que as provas levantadas durante a investigação corroboram o relato de Anielle.
A CNN Brasil procurou a equipe de Janja para um posicionamento, mas ainda aguarda retorno.
Ao podcast Frente a Frente, do UOL, Janja afirmou que Anielle Franco foi assediada pelo ex-ministro. "Cobraram muito dela isso [ter uma rota de ação]. Uma pessoa que está na posição dela, como ministra, ser assediada por um outro ministro... Você imagina como fica a cabeça dela", pontuou.
A primeira-dama ainda disse que "não precisa tomar uma decisão" para apoiar uma mulher vítima de importunação sexual. "Eu simplesmente apoio. Não vou questionar ela, como muita gente questionou. Em um momento desses, você só tem que apoiar, você só tem que dar a mão para ela", completou.
Na entrevista, Janja também falou que foi alvo de assédio sexual enquanto primeira-dama, mas decidiu não expor o caso ou nomes envolvidos na situação. Em março, ela disse ao programa Sem Censura que havia sido importunada duas vezes no cargo. “Não falei porque eu não quis. Falei na hora que eu achei que eu tinha que falar”, completou na segunda-feira (13).
Nas redes sociais, Anielle agradeceu Janja e disse que o apoio da primeira-dama "fez toda a diferença". "Toda mulher que encontra forças para romper o silêncio merece acolhimento, respeito e uma rede de apoio. Denunciar uma violência nunca deveria significar enfrentar outra violência: a da desconfiança", escreveu no X.
O caso levou o presidente Lula a demitir Almeida em setembro de 2024.
Quase quatro meses após ser denunciado, o ex-ministro dos Direitos Humanos não foi localizado pela Justiça para ser notificado no processo.
Segundo apurou a CNN Brasil na semana passada, a Justiça de São Paulo não conseguiu encontrar Almeida nos endereços informados inicialmente. Diante das tentativas frustradas, a PGR (Procuradoria-Geral da República) indicou novos locais onde o ex-ministro pode ser procurado.
