O advogado-geral da União é questionado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado desde 9h46 desta quarta-feira (29). O colegiado deu início à votação da indicação por volta das 12h40. Todos os 27 presentes já depositaram seus votos, que são secretos. O placar será divulgado ao fim da sabatina.

Durante a sabatina, o indicado responde sobre diversos assuntos em diferentes áreas, sem limitação temática, podendo tratar de assuntos políticos até questionamentos pessoais.

Meu primeiro código de ética é a Constituição, diz Messias a senadoresMessias diz que debate sobre anistia é "político" e cabe ao LegislativoFlávio faz críticas a Moraes e a Lula, e questiona Messias sobre anistia A duração da sessão costuma durar, em média, de 8 a 12 horas. A sabatina mais longa entre os atuais integrantes do STF foi a do ministro Alexandre de Moraes, que durou 12 horas.

Ao final do interrogatório, os senadores titulares da comissão finalizam a votação do texto final do relator da indicação. No caso de Messias, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é favorável à aprovação.

Messias, no início da sua fala, ficou emocionado e com a voz embargada ao relembrar sua história pessoal e profissional. Segundo ele, o período no qual atuou como procurador da Fazenda Nacional, AGU e sub-chefe de análise na Casa Civil foi "dedicado às pessoas".

O sabatinado defendeu que a Corte se mantenha "aberta ao aperfeiçoamento". Segundo ele, todos os poderes precisam estar sujeitos a "regras e contenções".

O sabatinado ainda disse que a democracia começa pela ética de juízes durante o discurso. Para ele, a disciplina e o sacrifício "são predicados" de bons magistrados.

Evangélico, Messias citou a religião e disse ter uma identidade com princípios cristãos, mas afirmou que "juiz que coloca suas convicções religiosas acima da Constituição não é juiz".

Messias falou por volta de 30 minutos e foi aplaudido após o fim do discurso, o qual se emocionou em diversas ocasiões, antes de responder às perguntas dos senadores.

Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Nessa época, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de votos. A indicação foi formalizada somente em abril.

Após a sabatina na CCJ, a indicação de Messias será votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Se aprovado, o indicado estará apto a assumir a função de ministro da Suprema Corte.

Para ser aprovado, um indicado ao STF precisa alcançar um patamar mínimo de votos favoráveis.

A votação será secreta nas duas etapas. Logo, não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado.