A gestão pública em Santa Catarina enfrenta desafios significativos com a paralisação de obras cruciais. Em Blumenau, a Prefeitura anunciou a intenção de rescindir o contrato com a empresa responsável pela revitalização e ampliação da Ponte Santa Catarina, na Itoupava Norte. A medida, que visa a abertura de uma nova licitação para contratar uma nova executora, pode acarretar um atraso de mais de seis meses na conclusão do empreendimento. Paralelamente, o Executivo municipal avalia a rescisão de outros contratos envolvendo empresas sob investigação do Ministério Público.

Outro ponto de atenção em Blumenau é a obra de prolongamento da Via Expressa. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a suspensão dos pagamentos do governo estadual à empresa responsável pelo empreendimento. A decisão foi motivada pela identificação de possíveis irregularidades relacionadas ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, que já passou por oito termos aditivos.

No âmbito da segurança pública, a Guarda Municipal de Trânsito de Blumenau apreendeu dois veículos autopropelidos em fiscalização, ambos com as velocidades desbloqueadas, um deles com potencial para atingir 100 km/h. Em Indaial, dois médicos foram indiciados pela morte de uma gestante de 18 anos que buscou atendimento no Hospital Beatriz Ramos. O Ministério Público analisará o inquérito para decidir sobre uma eventual denúncia à Justiça.

A mobilidade urbana e o desenvolvimento regional também ganham destaque. A Secretaria de Trânsito e Transporte de Blumenau será extinta, dando lugar à Secretaria de Mobilidade Urbana, que absorverá atribuições de trânsito da nova Secretaria de Segurança Pública e focará no sistema viário e integração de transportes. O governo estadual também busca estimular a aviação regional com o programa Voa+ SC, que visa reduzir custos de passagens aéreas entre cidades como Blumenau e Florianópolis. Em Camboriú, investidores formalizaram o interesse em construir um complexo aeroportuário com investimento estimado em R$ 1 bilhão.