O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e com apoio da Polícia Militar Ambiental, deflagrou a Operação Aruana nesta terça-feira, 3 de outubro. A força-tarefa, que contou com a colaboração da 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, tem como objetivo principal combater crimes contra a fauna silvestre, falsidade documental e a atuação de uma organização criminosa.

A Operação Aruana cumpriu um total de 45 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão, visando 39 investigados em uma vasta área geográfica. As ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, foram executadas não apenas em diversos municípios catarinenses, como Balneário Camboriú, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Itajaí, Joinville e Palhoça, mas também em outros quatro estados do Brasil: Rio Grande do Sul (Pelotas e Glorinha), Paraná (Curitiba), São Paulo (Diadema, Guarulhos, Ribeirão Preto, entre outros) e Bahia (Lauro de Freitas).

Os objetivos primordiais da operação incluem a apreensão de materiais ligados ao tráfico de animais e à falsificação de documentos, a coleta de elementos que comprovem a materialidade dos delitos e a identificação precisa de seus responsáveis. Além disso, a ação busca verificar possíveis situações de flagrante envolvendo a posse ou comércio ilegal de fauna silvestre. Todos os animais resgatados durante o cumprimento dos mandados recebem atendimento e proteção imediata, contando com o apoio de médicos-veterinários disponibilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Todo o material de interesse investigativo apreendido foi encaminhado à Polícia Científica para exames periciais. As evidências serão minuciosamente analisadas pelo GAECO/MPSC, com o propósito de aprofundar as linhas de investigação, identificar outros possíveis envolvidos e mapear a atuação da rede criminosa. Até o início da tarde desta terça-feira, 72 aves de diversas espécies, como araras, tico-ticos, sabiás e canários, já haviam sido apreendidas, e cinco autos de prisão em flagrante foram registrados, sendo dois em Santa Catarina e três em São Paulo.

O nome “Aruana” foi escolhido pela sua forte conexão com o propósito da operação, significando “sentinela da natureza” na língua tupi-guarani. O termo, derivado de “a’ruã” que remete à garça, evoca a ideia de proteção permanente e vigilância sobre o meio ambiente e a fauna silvestre, que é frequentemente ameaçada pelo comércio ilegal. O GAECO, uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina, é composto por diversas forças de segurança e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.