A Operação Aruana, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou uma vasta ação contra o tráfico de animais silvestres em cinco estados brasileiros. A força-tarefa cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão, atingindo 39 indivíduos investigados por crimes como tráfico de fauna silvestre, falsidade e participação em organização criminosa. As ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, marcam uma ofensiva significativa contra o crime ambiental e redes organizadas de abrangência interestadual.

As diligências da Operação Aruana se estenderam por diversas regiões do país, demonstrando a capilaridade da rede criminosa. Em Santa Catarina, a ação impactou municípios como Balneário Camboriú, Barra do Sul, Barra Velha, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Indaial, Ilhota, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Joinville, Navegantes, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e Timbó. Além do estado de origem da operação, mandados foram executados em Lauro de Freitas (Bahia), Diadema, Guarulhos, Indaiatuba, Ribeira, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sorocaba (São Paulo), Curitiba (Paraná), e Pelotas e Glorinha (Rio Grande do Sul).

O principal objetivo da operação é coletar provas materiais relacionadas ao tráfico de animais e à falsificação de documentos, bem como desmantelar a estrutura da organização criminosa. A ação busca reunir elementos que confirmem a extensão dos delitos e identifiquem todos os responsáveis, além de verificar situações de flagrante. Animais resgatados recebem atendimento e proteção imediatos, com o apoio de médicos-veterinários do Conselho Regional de Medicina Veterinária, que permanecem de plantão para orientar as equipes. Até o início da tarde da terça-feira, 72 aves foram apreendidas, incluindo araras, tico-ticos, sabiás e canários, com prisões em flagrante efetuadas em Santa Catarina e São Paulo.

Todo o material apreendido, de interesse investigativo, é encaminhado à Polícia Científica para exames periciais e emissão de laudos. As evidências serão minuciosamente analisadas pelo GAECO/MPSC para aprofundar as investigações, identificar outros possíveis envolvidos e mapear a atuação completa da rede criminosa. O nome “Aruana”, de origem tupi-guarani e que significa “sentinela da natureza”, simboliza o propósito da operação de atuar como guardiã da biodiversidade. O GAECO, uma força-tarefa multifuncional que inclui Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, reforça seu compromisso com a repressão às organizações criminosas e a proteção do meio ambiente em âmbito nacional.