A Polícia Civil de Santa Catarina, através da Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/DEIC), deu início nesta terça-feira (2) à segunda fase da "Operação Supply Chain". Esta nova etapa é um desdobramento direto da análise de provas colhidas durante a primeira fase da operação, que ocorreu em outubro de 2025.
A investigação central apura um esquema criminoso responsável pelo desvio de R$ 8 milhões de uma empresa. O principal acusado é um ex-comprador da companhia, que teria orquestrado a fraude utilizando notas fiscais falsas emitidas por empresas previamente cooptadas. O objetivo era ludibriar o setor financeiro da corporação e desviar vultosos recursos.
Análises detalhadas do material apreendido indicam que o investigado principal não cessou suas atividades ilícitas mesmo após a deflagração da primeira fase da operação. Ele teria continuado a praticar atos de lavagem de dinheiro, agindo como um "investidor profissional". Para ocultar a origem dos valores, o suspeito utilizou contas bancárias de terceiros, incluindo de sua própria esposa, além de plataformas de apostas esportivas e transações imobiliárias de alto padrão.
As propriedades adquiridas com o dinheiro ilícito estão localizadas em cidades do litoral catarinense, especificamente em Itapema, Porto Belo, Piçarras e Tijucas. Adicionalmente, as investigações revelaram que aproximadamente R$ 6 milhões do montante total desviado foram transferidos para um casal residente em Joinville. Este casal, por sua vez, teria empregado empresas de fachada e o auxílio de "laranjas" para dissimular a identidade dos verdadeiros beneficiários dos valores. As diligências policiais seguem em andamento para a completa elucidação dos fatos e recuperação dos ativos desviados.
