Uma operação de grande envergadura, batizada de “Falso Precatório”, foi deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos (DCE) do Departamento de Investigações Criminais de Joinville, em parceria com o Núcleo de Inteligência e Segurança do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (NIS/TJSC). A ação teve como objetivo principal desarticular uma sofisticada organização criminosa que operava um esquema de fraude contra vítimas residentes no estado catarinense, lesando-as com o falso pretexto de liberação de valores judiciais.
O modus operandi do grupo consistia em se passar por advogados legítimos, contactando as vítimas e prometendo a liberação de supostos precatórios ou valores judiciais a que teriam direito. Para tanto, os criminosos exigiam transferências bancárias para cobrir supostas taxas ou custas processuais, induzindo as vítimas ao erro. A estrutura da organização permitia que o golpe fosse aplicado de forma abrangente, aproveitando-se da confiança e da esperança das pessoas em reaver valores que acreditavam ser seus por direito.
A operação mobilizou um vasto aparato de segurança pública, resultando no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas simultaneamente em quatro estados brasileiros: Alagoas, São Paulo, Ceará e Bahia, demonstrando a capilaridade da rede criminosa. Até o momento, cinco dos seis alvos de prisão preventiva foram detidos, com duas prisões efetuadas em São Paulo, duas em Fortaleza e uma em Maceió, evidenciando a eficácia da ação coordenada entre as forças policiais.
As investigações aprofundadas revelaram a magnitude financeira do esquema. Dados apurados indicaram que um dos principais investigados chegou a movimentar sozinho mais de R$ 5 milhões em um curto período, um valor completamente incompatível com sua atividade profissional declarada. Além disso, análises detalhadas mostraram que os lucros obtidos com as fraudes eram empregados para financiar um estilo de vida de ostentação. Registros de viagens internacionais, aquisição de itens de luxo e gastos elevados foram identificados, comprovando que o prejuízo das vítimas se convertia no luxo dos criminosos.
A complexidade da operação e sua abrangência interestadual foram possíveis graças à colaboração e ao apoio coordenado de diversas instituições. Entre elas, destacam-se o DECRIM, DECOD, DRR do Departamento de Investigações Criminais de Joinville, a 2ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Joinville, bem como as Diretorias e Cores de Inteligência e Polícia Civil dos estados de Alagoas, São Paulo, Ceará e Bahia, além do Núcleo de Inteligência do TJSP, que uniram esforços para desmantelar a organização criminosa.
