Venceslau contou durante o CNN 360º desta sexta-feira (10) que conversou com três senadores da oposição e ouviu deles que o fato da votação ser secreta deixa o processo mais aberto e favorável ao nome de Jorge Messias. Entre os entrevistados está o senador Isalcio Lucas, do PL do Distrito Federal, que afirmou ainda não ter definido seu voto e que pretende ouvir a sabatina antes de tomar uma decisão.

Oposição faz cálculo eleitoral sobre voto pró-MessiasMinistros envolvidos com Master se declararão impedidos, avalia Temer à CNNO Grande Debate: Com avanço de Messias e dosimetria, Lula ganha ou perde? A sinalização do senador do PL indica que mesmo parlamentares ligados ao bolsonarismo podem eventualmente apoiar Messias. "A questão do voto secreto deixa a votação em aberto", destacou um dos entrevistados, sugerindo que parlamentares que não querem se expor às suas bases podem votar favoravelmente ao indicado.

Um ponto que pode favorecer Jorge Messias, diferentemente do que ocorreu com Flávio Dino, é o fato dele ser evangélico e contar com o apoio de ministros do STF indicados por Bolsonaro. O ministro André Mendonça, por exemplo, está em campanha aberta pelo nome de Messias e chegou a defendê-lo numa cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo organizada por bolsonaristas.

O governo está otimista com a aprovação e acredita que o indicado pode obter entre 48 e 52 votos no Senado, quando são necessários apenas 41 para a aprovação. A postura de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, também é vista como positiva, já que ele imprimiu um ritmo célere ao processo de sabatina, diferentemente do que ocorreu com André Mendonça.

A avaliação entre os aliados do governo é que, mesmo que Alcolumbre apenas "não atrapalhe" o processo, já será uma boa notícia para o presidente Lula. Há indícios de uma possível reaproximação entre Lula e Alcolumbre, o que pode facilitar a tramitação da indicação de Messias ao STF.