A votação é secreta, mas o temor é de que o placar possa gerar alguma interpretação que aponte que a oposição foi decisiva para aprovar Messias e dar um trunfo político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alguns parlamentares avaliam, reservadamente, que quem for exposto pode correr o risco de perder as eleições. O assunto é do Senado, mas deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) têm feito barulho nas redes contra Messias, o que alimenta a rejeição da militância bolsonarista ao nome do AGU.
Fachin diz que STF "chancelou" governador interino no Rio de JaneiroCPI do Crime Organizado ouve Cláudio Castro e vota relatório final terçaÀ CNN, Temer relata reunião com BRB e atuação em consultoria jurídica Messias, no entanto, têm boa interlocução com parlamentares do bolsonarismo. Um dos fatos que ajudam a explicar é o fato de ser evangélico e de contar com a articulação favorável dos ministros do STF indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça e Kássio Nunes Marques.
Aliados de Messias afirmam que o cenário é favorável e que o ministro deve ser aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e no plenário do Senado, com votos do centrão e também da oposição.
Um placar intermediário seria algo entre 47 e 58 votos, exatamente o que tiveram Flávio Dino e Cristiano Zanin, que também foram indicados ao Supremo no governo Lula 3. Para passar, Messias precisa de no mínimo 41 votos.
