Priorize VEJA no Google A coordenação fluminense da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer que o presidente leve ao Rio de Janeiro uma agenda clara e concreta de segurança pública para tentar reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado. A expectativa é que, ao visitar o território fluminense, o petista apresente propostas para a pacificação e a ocupação dos morros, acompanhadas de uma mensagem de valorização da Polícia Militar.

O resultado do primeiro turno dimensiona o desafio. Flávio recebeu 53,01% dos votos válidos no Rio de Janeiro, enquanto Lula ficou com 39,41%. Foram 4.966.844 votos para o candidato do PL e 3.693.021 para o presidente: uma diferença de 1.273.823 votos, ou 13,6 pontos percentuais. Os números mostram o tamanho da desvantagem que a campanha petista terá de enfrentar no estado na segunda etapa da eleição.

Nesse esforço, Eduardo Paes segue como peça fundamental do palanque de Lula. A coordenação fluminense considera o aliado necessário para aproximar o presidente do eleitor de centro, cuja adesão será importante para ampliar a campanha para além da base petista. A aposta é que essa interlocução ajude a dar alcance aos compromissos que Lula apresentar no estado.

Para a coordenação, as visitas ao Rio devem servir para apresentar respostas concretas sobre o tema e fortalecer, com Paes no palanque, a busca pelos votos de centro.

Lula ainda não tem previsão de viagem ao Rio neste segundo turno.