Editado por Bruno Ribeiro (interino), espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Aumentar fonte Bruno Ribeiro São Paulo Investigado pela Polícia Federal por ingerência ilícita em emendas parlamentares, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, vem minimizando a gravidade do caso para aliados de São Paulo, dizendo que a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de bloquear R$ 119 milhões em bens teve motivação política.
Um desses interlocutores, ouvido pela Folha após uma conversa com Valdemar, disse que, para o presidente do PL, seu envolvimento na investigação seria um contraponto político à operação deflagrada sob autorização do ministro André Mendonça contra Jaques Wagner (PT-BA), que era líder do governo no Senado até ser relacionado ao escândalo do Banco Master.
Valdemar vem defendendo, nessas conversas, que tem direito de indicar, a deputados e lideranças de sua legenda, prefeituras e projetos que poderiam receber emendas parlamentares, sob o argumento de que ele deve trabalhar para que seus aliados políticos possam obter recursos para ações de suas gestões.
A tese é similar à usada pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG), alvo de desdobramentos da mesma investigação .
A PF afirma que as emendas "foram forjadamente encaminhadas e desviadas" e que o próprio Valdemar pode ter sido o beneficiário final. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido efetivamente pagos, diz a corporação.
Em sua decisão, Dino ressaltou que o ex-deputado não tem direito à indicação de emendas e apontou possível atuação de servidores da Câmara como operadores de Valdemar.
No dia 10, quando as suspeitas da PF e a decisão de Dino vieram a público, os advogados de Valdemar, Marcelo Ávila de Bessa e Thiago Fleury, disseram que "a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária".
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