Segundo a agência, Kim foi reeleito graças à “vontade inabalável e ao desejo unânime” dos milhares de delegados do Partido dos Trabalhadores.

North Korea's ruling Workers' Party re-elected Kim Jong Un as general secretary in a move seen as underlining his absolute grip on power and greater confidence over domestic stability https://t.co/s5KplaWD0B pic.twitter.com/feK5w0YqA5

Alinhados ao regime, os delegados comunistas destacaram “as conquistas” do ditador e citaram o desenvolvimento de “mísseis capazes de atingir aliados dos Estados Unidos na Ásia e até o próprio território americano”, sinalizando que o foco estratégico será mantido nos próximos cinco anos.

O evento ocorre em um contexto de fortalecimento de laços entre Coreia do Norte e Rússia, sobretudo na cooperação que envolve a Guerra na Ucrânia, e crescente aproximação com a China. Kim esteve em Pequim em setembro passado para um encontro com o ditador chinês, Xi Jinping.

O Partido dos Trabalhadores declarou que Kim desenvolveu forças nucleares capazes de enfrentar “qualquer ameaça de agressão” e “qualquer forma de guerra”, atribuindo a ele o mérito de assegurar o futuro do país e de “elevar o orgulho e a autoestima” nacionais, informou a KCNA.

A agência estatal Xinhua da ditadura chinesa noticiou que Xi Jinping enviou felicitações a Kim pela recondução ao cargo.

A ditadura norte-coreana rejeitou ofertas de diálogo de Washington desde o início do segundo mandato de Trump, exigindo que os norte-americanos desistam da desnuclearização como condição prévia. Em 2024, Kim aboliu o objetivo de reunificação pacífica e declarou a Coreia do Sul como inimiga permanente.

Yoon Min Ho, porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, classificou a reeleição como previsível para consolidar o poder de Kim e disse que Seul observará atentamente as futuras decisões do congresso.

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"North Korea's ruling Workers' Party re-elected Kim Jong Un as general secretary in a move seen as underlining his absolute grip on power and greater confidence over domestic stability https://t.co/s5KplaWD0B pic.twitter.com/feK5w0YqA5— Reuters (@Reuters) February 23, 2026"