O jornalista Paulo Figueiredo teceu fortes críticas a Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, em um vídeo divulgado recentemente. Figueiredo questionou a atuação de Michelle à frente da organização, alegando que ela transformou a iniciativa em uma "discussão identitária", o que, segundo ele, é "absolutamente incompatível com o movimento da direita" e remete a uma "ideologia marxista". As declarações surgem em um contexto de desentendimentos internos no PL, especialmente entre Michelle e o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Figueiredo admitiu não conhecer Michelle profundamente, mas ressaltou que, em sua visão, seria uma "obrigação moral e institucional" da ex-primeira-dama apoiar a chapa de Flávio, dado que ambos pertencem ao mesmo partido e em função da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele descreveu a imagem pública de Michelle como a de uma "Amélia, mulher doce, recatada, religiosa", mas ponderou que "nas raras ocasiões em que ela resolve falar, a impressão fica prejudicada".

Em suas divagações, o jornalista abordou o cenário eleitoral feminino, citando uma pesquisa hipotética que sugere que, se apenas os votos das mulheres fossem considerados nos Estados Unidos, apenas candidatos do partido democrata seriam eleitos, com exceção de Ronald Reagan. "Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras, as casadas costumam acompanhar o marido", afirmou Figueiredo, gerando polêmica.

Paulo Figueiredo é conhecido por sua proximidade com a família Bolsonaro e frequentemente atua como porta-voz do clã em Washington, ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Ambos já foram objeto de denúncia pela Procuradoria-Geral da República por suposta atuação como intermediadores nos Estados Unidos pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.