Até então desconhecida do público, a startup Pax levantou uma rodada de US$ 40 milhões com a Greenoaks e Benchmark, um dos maiores investimentos seed da América Latina. A rodada foi realizada no ano passado, quando o negócio se chamava Palladium, e só agora está sendo anunciada pela companhia.

A Pax usa visão computacional e inteligência artificial para conectar câmeras, registros policiais e bases de dados criminais em um único sistema de inteligência para governos. A companhia opera no mesmo segmento que a startup Gabriel, que levantou no ano passado R$ 60 milhões com Astella, Qualcomm, Globo Ventures e Alter Global. As duas companhias querem usar tecnologia para combater o crime, em parcerias com empresas e governos.

No caso da Gabriel, os contratos são com o setor privado e as imagens captadas são cedidas a órgãos públicos, como Polícia Militar, por demanda, ajudando a solucionar crimes. No caso da Pax, o cliente direto, ou seja, o contrato é com o setor público.

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Seguindo em operação discreta desde o ano passado, a firma tem contratos com prefeituras e estados. No ano passado, a companhia firmou um contrato de R$ 35 milhões com o governo de Goiás. A Pax afirma que está presente em 30 cidades do país e afirma que reduziu o crime em 27% nessas localidades.

“Resolver crimes é um problema de dados”, afirma o fundador e CEO da Pax, David Peixoto. Fundador da Isaac, ele se juntou a Fernando Czapski, ex-executivo de cripto do Nubank, e Phyllipe Medeiros, brasileiro que largou um cargo na Meta para fundar a Pax.

A Greenoaks tem no portfólio nomes como Coupang, Brex, Revolut, Flock Safety e Anthropic. Já a Benchmark, que tinha o brasileiro Victor Lazarte como sócio até o ano passado, é investidora de Uber, eBay, Instagram e Snap.