A política em Santa Catarina movimentou-se nesta semana com duas pautas centrais: a resolução temporária do conflito em torno da pesca da tainha e as primeiras articulações para as eleições de 2026, com destaque para a entrada de novos nomes na disputa por vagas no Senado.

A questão da pesca da tainha, que gerou um impasse, encontrou uma solução parcial com a ampliação da cota de pesca. Essa decisão foi resultado de uma forte mobilização que envolveu pescadores, lideranças políticas e prefeituras de diversas regiões catarinenses. Segundo análises, a crise poderia ter sido evitada com uma gestão mais eficiente, pois a intervenção burocrática ocorreu em um vácuo deixado pela falha política.

A articulação política desempenhou um papel crucial na flexibilização das regras. A intervenção do deputado Décio Lima junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi determinante para o aumento de 20% na cota autorizada. Apesar da solução imediata, o debate sobre o modelo de cotas e sua sustentabilidade a longo prazo permanece em aberto, com potencial para novos embates no futuro. O presidente Lula, inclusive, expressou o desejo de saborear uma tainha durante uma visita prevista a Itajaí.

No campo eleitoral, a pré-campanha para 2026 ganhou contornos mais definidos com a confirmação do deputado estadual Antídio Lunelli como pré-candidato ao Senado pelo MDB. Sua entrada fortalece a aliança entre MDB e PSD, visando um projeto para o Governo do Estado liderado por João Rodrigues. A tendência é que Carlos Chiodini assuma a vice-governadoria, enquanto Esperidião Amin e Lunelli disputariam as duas vagas ao Senado em uma mesma chapa, compondo um cenário considerado competitivo.

A entrada de Lunelli na corrida eleitoral fragmenta e intensifica a disputa pelas cadeiras no Senado. Além dele e de Amin, outros nomes como Caroline de Toni, Carlos Bolsonaro, Décio Lima, Afrânio Boppré e Jefferson Rocha despontam como potenciais candidatos, prometendo articulações políticas mais complexas e uma campanha acirrada em Santa Catarina.