A Polícia Federal (PF) deu início nesta segunda-feira (22) ao plano de segurança destinado aos pré-candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O esquema, que demandará um investimento estimado em R$ 95 milhões, tem como objetivo garantir a proteção de até dez candidaturas durante o período eleitoral.

Para a execução do plano, a PF capacitou mais de 600 profissionais, incluindo delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades. Deste contingente, até 458 servidores serão selecionados para compor as equipes que atuarão diretamente na proteção dos postulantes ao cargo máximo do Executivo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso concorra à reeleição, terá sua segurança gerenciada em conjunto pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pela própria Polícia Federal.

Um dos pilares do esquema é a avaliação de risco, que foi realizada pela PF para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo. A PF assegura que o tratamento será igualitário para todos os candidatos, aplicando os mesmos critérios técnicos na definição do nível de proteção. O orçamento previsto cobrirá a mobilização dos agentes, serviços especializados e a aquisição de equipamentos necessários.

A coordenação central das operações ficará a cargo da Sala Nacional de Comando e Controle, localizada em Brasília. Desta sala, as equipes e agendas dos candidatos serão monitoradas em tempo real, permitindo suporte logístico e agilidade na tomada de decisões. As ações de segurança contarão com integração das forças de segurança estaduais e municipais, com o intuito de minimizar interferências nas atividades de campanha dos candidatos.