Os magistrados pediram acesso ao conteúdo na quarta-feira (16), um dia após a sessão convocada para decidir sobre a abertura de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes por supostas conversas com o ex-banqueiro.
Mendonça derruba sigilo de pagamentos de VorcaroVorcaro consultou Moraes sobre fuga: "2ª tenho que estar fora?", diz jornal Na troca de ofícios que antecedeu a sessão sobre o caso Moraes, Zanin tentou obter os dados dos celulares diretamente com Mendonça, relator do caso Master.
Mendonça, porém, afirmou que todo o material necessário ao julgamento já estava disponível e que revelar o conteúdo completo do celular de Vorcaro serviria apenas para “tumultuar” a sessão.
Segundo o ministro, uma cópia da íntegra dos dados estava em seu gabinete, mas permanecia lacrada. Depois, a PF informou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que também mantinha o material e poderia fornecer aos ministros cópias idênticas, sem prejuízo à cadeia de custódia.
Zanin e Gilmar Mendes, então, recorreram diretamente à PF para obter as informações.
Após a entrega dos dados ao Supremo, foram divulgadas conversas entre Vorcaro e Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, além de diálogos com menções ao ministro Kassio Nunes Marques.
Durante a sessão, marcada por bate-boca e acusações, Mendonça disse que só soube de referências aos colegas naquele momento, pois os dados que estavam em seu gabinete estavam lacrados.


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