A Polícia Federal (PF) instaurou uma investigação preliminar para apurar o envio de alertas falsos e com conteúdo inadequado pela Defesa Civil. Os disparos, que continham mensagens como "misantropia", "ataque alienígena" e "burros dms pprt", foram direcionados a diversas capitais brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Rio Branco. Municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal também foram alvos.
Os alertas foram categorizados como alagamentos, tornado e deslizamentos, mas o conteúdo textual divergiu drasticamente da natureza dos desastres simulados. As informações detalhadas sobre o ocorrido foram compiladas em um documento enviado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil à Polícia Federal, com a revelação inicial feita pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada posteriormente.
Um ponto crucial na investigação é que os usuários identificados nos registros dos alertas possuíam credenciais vinculadas ao estado do Pará. No entanto, os alertas suspeitos foram direcionados para localidades e unidades federativas fora da área de autorização desses agentes. Isso sugere não apenas um possível uso indevido de credenciais, mas também que o agente pode ter operado a plataforma sem as devidas restrições territoriais, emitindo alertas para áreas onde não teria permissão.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil declarou estar colaborando ativamente com as investigações da PF. Em nota, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional afirmou que todas as informações serão divulgadas ao término dos trabalhos investigativos, a fim de não comprometer o andamento do processo. A PF possui uma diretoria especializada em crimes cibernéticos que avalia casos envolvendo órgãos federais ou que tenham caráter transnacional.
