A Polícia Federal (PF) encaminhou uma recomendação ao Ministério da Justiça sugerindo o afastamento de um ex-banqueiro de sua posição na superintendência da corporação. A medida surge após a reiterada rejeição de uma proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo empresário, cujas investigações envolvem o Banco Master.

Os delegados responsáveis pela apuração, que também investigam supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, comunicaram ao ministro da Justiça a negativa em aceitar a delação. O Banco Master, sob investigação, é apontado como tendo captado aproximadamente R$ 4,4 bilhões em recursos de previdências, levantando suspeitas sobre a origem e o uso desses fundos.

O ex-banqueiro, cuja identidade está ligada às negociações, ocupava a superintendência da PF, cargo que, segundo informações, utilizava para articular os termos da colaboração premiada com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele estaria em instalações especiais dentro da corporação, contando com comodidades como ar-condicionado, banheiro privativo e acesso a um jardim.

Apesar da segunda recusa formal da proposta de delação, os procuradores ainda mantêm conversas com os advogados do empresário. Essa persistência nas tratativas indica que, embora haja resistência aos termos oferecidos pelo ex-banqueiro, a possibilidade de um acordo não foi completamente descartada pelas autoridades.