A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu rejeitar a segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. A decisão, comunicada aos advogados do ex-banqueiro no último dia 10, segue a linha da Polícia Federal, que já havia recusado anteriormente uma primeira proposta por considerá-la superficial e com omissão de informações cruciais sobre aliados políticos.

Daniel Vorcaro encontra-se detido desde 4 de março, em decorrência de uma das fases da Operação Compliance Zero, que investiga um vasto esquema de fraudes financeiras. As investigações policiais têm revelado a extensão de um dos maiores esquemas de corrupção financeira do país, com envolvimento de fraudes na casa dos bilhões e uma complexa rede de proteção institucional.

Atualmente, a defesa de Vorcaro aguarda uma definição crucial sobre sua permanência ou não na sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal. A Polícia Federal tem defendido a transferência do ex-banqueiro para um presídio comum, e a decisão final caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Vorcaro foi inicialmente preso em flagrante em novembro do ano passado no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para Dubai. Na época, o Banco Central também decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Após 11 dias detido, teve a prisão substituída por medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico, mas voltou a ser preso preventivamente em março deste ano, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. As investigações apontam que ele comandava um grupo de inteligência e coerção, conhecido como "A Turma", responsável por invasões de dispositivos e intimidações.