A economia brasileira demonstrou sinais de recuperação em maio, com o Produto Interno Bruto (PIB) registrando um crescimento de 0,7% em relação ao mês anterior, segundo dados ajustados sazonalmente divulgados pelo Monitor do PIB-FGV. Na comparação anual, o avanço foi de 1,2%, e no trimestre móvel encerrado em maio, a economia expandiu 1,9%. A taxa acumulada nos últimos 12 meses até maio atingiu 1,7%.

O destaque para o desempenho positivo do mês de maio veio da combinação de taxas de variação positivas na agropecuária e no setor de serviços, enquanto a indústria manteve estabilidade. A coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, ressaltou que o consumo das famílias foi o principal motor desse crescimento, respondendo pela maior parte do desempenho positivo da economia.

O consumo das famílias apresentou uma expansão de 3,3% no trimestre móvel até maio, alcançando o nível mais alto desde o quarto trimestre de 2024. Todos os componentes do consumo registraram alta, com ênfase para serviços e bens duráveis, que juntos contribuíram com mais de 60% para o resultado geral positivo. Paralelamente, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 2,0% no mesmo período, impulsionada por investimentos em tecnologia e serviços de informação, além de contribuições positivas dos segmentos de máquinas, equipamentos e construção.

No âmbito do comércio exterior, as exportações de bens e serviços registraram um aumento de 4,3% no trimestre móvel até maio, apesar de ser a menor alta desde o segundo trimestre de 2025. As importações, por outro lado, avançaram 8,9% no mesmo período, o maior patamar desde meados de 2025, impulsionadas principalmente por serviços e bens de consumo. Em valores correntes, o PIB acumulado até maio de 2026 foi estimado em R$ 5,466 trilhões, com uma taxa de investimento de 18,6% em maio de 2026.