A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou esta terça-feira (08) os resultados do Pisa, um estudo comparativo internacional que avalia as habilidades de alunos com 15 anos em 89 países, incluindo o Brasil.
70% dos brasileiros creem ser possível alfabetizar todas as criançasEstudo revela que 64 milhões de brasileiros não concluíram ensino básicoPND: 45,9% dos docentes de matemática são considerados proficientes Os resultados brasileiros da edição de 2025 foram mais baixos do que a média geral dos países.
Isso deixa o Brasil em 71º lugar em matemática, 67º lugar em ciências e 52º em leitura. Lembrando que 89 países participaram do estudo e ranking.
Quando comparado aos outros países da América Latina, o Brasil teve um desempenho geral mediano: ficou atrás de Uruguai, Chile, Costa Rica, Colômbia e México, mas teve pontuações melhores do que Peru, Equador, Argentina, El Salvador e Paraguai. Todos os países latinos tiveram notas abaixo da média geral.
Em Matemática, especificamente, tivemos um desempenho pior do que Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia. Já em Leitura, ficamos atrás apenas do Chile e Uruguai.
Vale destacar que, apesar da colocação ruim, o Brasil ficou com notas semelhantes ao desempenho de 2022, em que fez 379 pontos em Matemática, 403 pontos em Ciências e 410 pontos em leitura.
Quando analisamos cada área avaliada no Pisa 2025, percebemos que as médias brasileiras são bem abaixo do esperado mundialmente. Em Ciências, 48% dos estudantes alcançaram ao menos o nível 2 de proficiência, contra 74% da média mundial. Ou seja, mais da metade dos estudantes não consegue reconhecer a explicação correta para fenômenos científicos familiares e usar esse conhecimento para identificar se uma conclusão é ou não válida. Por aqui, apenas 1% dos estudantes tem um desempenho alto em ciência (estando no nível 5 ou 6), contra 7% da média OCDE.
Em Matemática, os resultados são os mais baixos: apenas 28% alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência, enquanto são 65% na média mundial. Ou seja, 7 em cada 10 estudantes não são capazes de interpretar e reconhecer, sem instruções diretas, como uma situação simples pode ser representada matematicamente. E quase nenhum brasileiro apresentou alto desempenho, contra a média OCDE de 8%. Em 13 países e economias participantes do PISA 2025, mais de 10% dos estudantes alcançaram proficiência de nível 5 ou 6.
Já em Leitura, 49% dos estudantes de 15 anos brasileiros chegaram à proficiência 2 ou mais, contra 69% da média mundial. Novamente, mais da metade dos brasileiros não podem identificar a ideia principal em um texto de comprimento moderado. Quando olhamos os alunos de alto desempenho, eles representam apenas 1% dos jovens do país, contra 6% da média da OCDE.
As jurisdições chinesas de Beijing, Shangai, Jiangsu e Zhejiang (que entraram como um país só) e Singapura foram os locais com melhor desempenho em Matemática, Ciências e Leitura. Além delas, destacaram-se também, de acordo com o Pisa, a Estônia, Japão, Coreia, Macao (China), Taipei Chinesa e o Reino Unido.
De acordo com o relatório, o Pisa 2025 teve a média OCDE (a média dos países todos) mais baixa até hoje observada nas três principais categorias.
De modo geral, o Pisa 2025 percebeu um declínio de habilidades de leitura importantes em tempos do uso cada vez maior de IA: avaliação de informações, conexões entre dados de fontes diversas e pensamento crítico. Em paralelo, a leitura apressada quase dobrou entre 2018 e a edição atual.

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