O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), criticou movimentos que incentivam boicotes a empresas por divergência política após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Cleitinho repudiou políticos de direita e de esquerda que se posicionam a favor dos boicotes e afirmou que eles deveriam abrir mão do próprio salário.
"Os seus benefícios, seus auxílios-moradia, auxílio-paletó, auxílio-alimentação, a verba de gabinete, ela sai dos empresários, dos trabalhadores", disse.
MDHC registra salto de 350% nas denúncias de violência políticaGastos com candidaturas ultrapassaram R$ 11 bilhões nas eleições de 2026Antes de tomarem posse, candidatos eleitos serão diplomados; entenda o rito Após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial, publicações que incentivam o boicote a comércios e a vigília e demissão de trabalhadores que teriam apoiado Lula se espalharam pelas redes sociais.
"Você que usou o Fundo Eleitoral, o Fundo Partidário, tanto o eleitor de esquerda e o eleitor de direita, tanto o trabalhador e o empresário, paga imposto para manter esses privilégios de Fundo Eleitoral, de Fundo Partidário. Se você está mandando boicotar empresas, tanto de esquerda ou de direita, abre mão do seu salário", emendou Cleitinho.
O posicionamento do governador eleito, que assume o Executivo mineiro em 6 janeiro de 2027, diverge daquele defendido pelo deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG).
Num vídeo divulgado na semana passada, Nikolas apoiou o boicote a empresários e artistas que teriam, supostamente, votado em Lula.
Segundo ele, eleitores de direita têm o direito de não consumir em locais que não condizem com os "nossos princípios".


