Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) analisaram, entre 2020 e 2025, mais de quatro milhões de mensagens publicadas no Telegram. O objetivo foi entender como conteúdos antivacina circulam no Brasil e por que representam risco à saúde pública.
Segundo os pesquisadores, o Telegram é um terreno fértil para a desinformação, já que oferece condições como menor moderação e maior anonimato. Além disso, a coleta de dados em outras plataformas é mais restrita.
“Além de ser mais fácil tecnicamente a extração, o Telegram também se tornou um refúgio da desinformação, por conta dessa moderação que é mais maleável ali dentro”, afirma a pós-doutoranda Christiane Versuti, formada em ciências Sociais e comunicação e uma das pesquisadoras.
A estrutura de disseminação também é organizada. De acordo com os pesquisadores, há diferentes tipos de canais e funções bem definidas dentro dessa rede.
“Existem canais que somente mandam desinformação, existem canais que recebem e que mandam e existem canais que só recebem. Pelo volume, ficou claro, por exemplo, que existem robôs por trás disso”, explica a doutoranda Michelle Diniz Lopes, ntegrante da equipe de pesquisa, graduada em matemática e especialista em estatística e neurociências.
"“Existem canais que somente mandam desinformação, existem canais que recebem e que mandam e existem canais que só recebem. Pelo volume, ficou claro, por exemplo, que existem robôs por trás disso”, explica a doutoranda Michelle Diniz Lopes, ntegrante da equipe de pesquisa, graduada em matemática e especialista em estatística e neurociências."
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FK%2Fd%2FurIBsFTyyU0Ezcw9lg6A%2Fdesign-sem-nome.png&w=3840&q=75)