O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Marcelo Kuzma, teve sua residência e locais ligados à Câmara Municipal alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira. A ação faz parte da Operação Prática Corrente, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal. Agentes estiveram em endereços vinculados aos investigados, incluindo a sede do Legislativo municipal. Durante as buscas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos que passarão por perícia e uma quantia em dinheiro em espécie, cujos valores ainda não foram contabilizados.

Em pronunciamento no início da sessão plenária, Kuzma se defendeu das acusações. Ele sugeriu que a operação pode ter sido motivada por "pessoas de má-fé" que buscam "atingir reputações e desgastar adversários", especialmente com a aproximação de um período eleitoral. O presidente da Câmara declarou que ainda não foi formalmente comunicado sobre os motivos da operação e que está buscando informações junto às autoridades competentes.

Kuzma assegurou que sua postura será de "absoluta tranquilidade, colaboração e compromisso com a verdade". Ele também falou em nome da Câmara, garantindo que a instituição manterá uma postura de colaboração com as autoridades. Assim que houver conhecimento oficial dos fatos, a Câmara se comprometeu a prestar os devidos esclarecimentos à população, à imprensa e aos vereadores.