A presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou sua renúncia, anunciou nesta terça-feira o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, que a aceitou o pedido para dar um "novo impulso" à instituição, abalada por um espetacular roubo de joias em outubro.

"O chefe de Estado aceitou a renúncia, saudando um ato de responsabilidade em um momento em que o maior museu do mundo precisa de tranquilidade e de um novo impulso para realizar grandes projetos de segurança e modernização, assim como o projeto 'Louvre - Novo Renascimento'", afirmou a Presidência em comunicado.

O popular museu parisiense está envolto em controvérsias desde 19 de outubro, quando ocorreu o roubo de joias, além de problemas com vazamentos de água, greves de funcionários e fraude na venda de ingressos.

Também neste mês, um teto pintado no século XIX foi danificado por um vazamento de água em suas salas mais visitadas. Segundo a instituição, durante a noite foi necessária a intervenção dos bombeiros após o rompimento de um cano na ala Denon, onde estão algumas das obras mais emblemáticas da pinacoteca, incluindo a Mona Lisa.

No entanto, a sala que abriga a obra-prima de Leonardo Da Vinci não sofreu danos, de acordo com o museu. O vazamento, conforme o informe, afetou diretamente a sala 707, que abriga obras de arte italianas dos séculos XV e XVI.

Este novo incidente ocorreu um dia após vir à tona uma fraude milionária na venda de ingressos, na qual estariam supostamente envolvidos dois funcionários da instituição e vários guias turísticos. O museu mais visitado do mundo está no olho do furacão desde o roubo de joias da Coroa avaliadas em mais de 100 milhões de dólares (R$ 516,7 milhões, na cotação atual) em outubro.

Um mês depois, o estabelecimento fechou uma galeria devido à deterioração do edifício. Desde meados de dezembro, funcionários convocaram múltiplas greves para exigir melhorias nas condições de trabalho no local, que recebeu nove milhões de visitantes em 2025.