O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) celebra um feito histórico na Operação Estação Verão, registrando pela primeira vez em anos recentes a marca de 46 áreas monitoradas sem a ocorrência de um único resgate ou arrastamento durante o mês de janeiro. Este período, tradicionalmente o de maior fluxo turístico no litoral catarinense, foi marcado pela eficácia de um programa de prevenção ativa que realizou cerca de 10 milhões de ações, um aumento de 11% em comparação com a temporada anterior. A estratégia visa antecipar riscos, orientando banhistas antes que se exponham a perigos como correntes de retorno.

Os resultados comprovam a eficiência da abordagem. Praias populares e de grande circulação, como Jurerê, Praia do Sissial, Daniela, Praia dos Amores e Pantano do Sul, conseguiram atravessar o mês mais crítico do calendário turístico sem nenhum incidente grave. A atuação dos guarda-vidas não se limitou a apenas observar, mas envolveu uma intervenção proativa, isolando áreas de risco e educando o público sobre os perigos do mar. Essa tática permitiu que, mesmo com o estado batendo recordes de público, a segurança fosse mantida em um nível excepcional.

A estratégia de "Salvamento Zero" foi implementada com sucesso em diversas regiões do litoral e em águas doces. Em Jaguaruna, por exemplo, 12 áreas diferentes mantiveram a segurança máxima, enquanto em Laguna, oito postos garantiram a integridade dos banhistas. O comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, destacou que esses resultados não se aplicam a locais desertos, mas sim a áreas com alta concentração de pessoas, onde a prevenção efetivamente anulou a estatística de acidentes. "É a prova de que o banhista que escolhe o posto de guarda-vidas está mais seguro", afirmou.

Os indicadores consolidados entre 15 de dezembro e 31 de janeiro revelam um panorama de segurança aprimorada em Santa Catarina. Nas 46 áreas de "Salvamento Zero", a cobertura de 100% resultou em 0% de intercorrências graves. No geral, o estado registrou uma queda de 22,4% no número total de salvamentos, que passou de 2.719 para 2.109. Essa redução significativa não é atribuída a condições de mar mais calmas, mas sim ao recorde histórico de 10 milhões de ações preventivas, um "mar" de orientações que impediu que milhares de pessoas se colocassem em situações de perigo.