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1º.jul.2026 às 14h47 Diminuir fonte Aumentar fonte São Paulo A produção média de petróleo do Brasil cresceu 16,9% em maio, ante o mesmo período do ano passado, para 4,3 milhões de barris por dia (bpd), o segundo maior volume médio mensal da história, informou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta quarta-feira (1º).
O montante só ficou abaixo de abril, quando a produção brasileira registrou o terceiro mês consecutivo de recorde, com 4,33 milhões de bpd.
O desempenho seguiu sustentado pelo pré-sal, que produziu 3,47 milhões de bpd de petróleo no quinto mês do ano, equivalente a mais de 80% da produção da commodity no país.
O resultado reforça a trajetória de crescimento após o Brasil ter registrado, em 2025, produção média recorde de petróleo de 3,77 milhões de bpd.
Considerando os dados por concessionário, a Petrobras —maior produtora do país— respondeu por 2,55 milhões de bpd de petróleo em maio, segundo a ANP. A Shell, segunda maior produtora do país e principal parceira da Petrobras no pré-sal, produziu 415,3 mil bpd, enquanto a TotalEnergies registrou 209,9 mil bpd.
Já produção de gás natural do Brasil somou 206,06 milhões de metros cúbicos por dia no período, recuo de 0,3% frente ao mês anterior, mas com alta de 19,6% na comparação anual, segundo os dados.
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Mas nem todo o gás produzido é comercializado. Em maio, 60,83 milhões de m³ por dia foram disponibilizados ao mercado, enquanto 120,13 milhões de m³ por dia foram reinjetados nos reservatórios. Além disso, houve consumo interno de 19,23 milhões de m³ por dia nas plataformas e queima de 5,87 milhões de m³ por dia.
Considerando petróleo e gás natural, a produção total brasileira chegou a 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia em maio.
Segundo o banco de investimentos Goldman Sachs, o mercado global de petróleo deve voltar a registrar excesso de oferta à medida que o impacto da guerra com o Irã diminui e o tráfego pelo estreito de Hormuz se normaliza.
Embora se espere que as compras de petróleo bruto para reabastecer as reservas estratégicas apertem o mercado global em certa medida, elas compensariam apenas parcialmente o excedente esperado, disse Samantha Dart, co-chefe de pesquisa global de commodities, em entrevista à Bloomberg Television.
"Assim que houver uma normalização dos fluxos pelo estreito, a expectativa é que entremos em um cenário de excesso de oferta", disse Dart, acrescentando que o excedente deverá ficar, em média, pouco acima de 3 milhões de barris por dia no próximo ano.
"Esperamos pouco mais de 1 milhão de barris por dia apenas para a recomposição das reservas estratégicas de petróleo em nível global, mas, ainda assim, isso nos deixaria com um excedente próximo de 2 milhões de barris por dia", acrescentou, referindo-se à Strategic Petroleum Reserve (SPR) dos EUA, o estoque emergencial de petróleo bruto do país.
As exportações pelo estreito de Hormuz devem se normalizar até o fim deste mês, disse Dart. "Realmente esperamos que, até o fim de julho, isso esteja resolvido", afirmou, depois que as recentes interrupções adiaram um pouco o cronograma esperado.
Questionada sobre uma proposta para impor taxas de transporte às embarcações, Dart disse que as empresas estão menos preocupadas com o custo do que com a incerteza regulatória.
"Quando converso com empresas de navegação, a principal coisa que elas dizem é: 'Não me importo em pagar um pedágio, desde que haja clareza sobre as regras'", afirmou, referindo-se à necessidade de evitar o descumprimento das sanções dos Estados Unidos.
Uma taxa informal discutida anteriormente equivaleria a cerca de U$ 1 por barril, um custo que não difere de forma relevante da volatilidade cotidiana normal dos preços do petróleo, disse ela.
"Isso realmente vai aumentar de forma significativa os custos de energia? Isso não está claro", disse Dart. "Quando converso com transportadoras marítimas, foi essa a impressão que tenho".
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