De acordo com Kalout, o conflito já comprometeu a capacidade produtiva dos países envolvidos e certamente impactará o fluxo de investimentos. "Se o conflito perdurar, sem dúvida nenhuma, isso vai afetar as cadeias globais de valor, vai afetar a economia mundial de forma sistêmica", explicou o pesquisador, acrescentando que os países do Golfo, como Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, são grandes investidores na economia americana.
Wall Street cai com incertezas sobre fim da guerra no Oriente MédioGuerra do Oriente Médio enfraquece melhora da economia global, diz OCDEGuerra no Irã: Veja quais países podem sofrer mais com crise energética Possibilidade de retomada das negociações O especialista apontou que existe uma perspectiva positiva caso as negociações entre Estados Unidos e Irã sejam retomadas esta semana. "Se tudo caminha como pode parecer que vai caminhar, que os americanos e os iranianos podem retomar esta semana o curso das negociações e essa trégua, esse cessar-fogo, pode se encaminhar, de fato, para um período maior", afirmou Kalout, destacando que a previsibilidade reduziria o "custo econômico da incerteza".
Sobre a estimativa do FMI (Fundo Monetário Internacional) para a recuperação econômica da região, Hussein Kalout considerou que a avaliação foi conservadora, mas acredita que esses países têm capacidade de retomar seu crescimento econômico. Um fator positivo destacado pelo pesquisador é que a infraestrutura energética da região foi, em grande parte, preservada durante o conflito. "Teria sido pior se essa infraestrutura tivesse sido muito danificada a retomada", concluuiu.
