Em seus primeiros 30 dias de operação, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado já colhe resultados significativos, evidenciando a força da integração entre as esferas federal e estadual na luta contra o crime.
As ações conjuntas mobilizaram 9.964 profissionais de segurança pública em 11 operações realizadas em todo o território nacional. O saldo é expressivo: 7.961 prisões, a apreensão de 82,5 toneladas de drogas, 312 armas de fogo, 44 armas artesanais, 20.686 munições e 2,5 kg de explosivos. Estima-se que o prejuízo causado às organizações criminosas tenha chegado a R$ 1,6 bilhão.
O sucesso da iniciativa se baseia em pilares como a descapitalização das facções, o combate incisivo ao tráfico de drogas e armas, o fortalecimento do sistema prisional e o aprimoramento da investigação e da inteligência policial. Para tanto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) tem intensificado a interlocução com as polícias estaduais. A criação de conselhos que reúnem comandantes-gerais de polícias militares e delegados de polícias civis busca estabelecer uma agenda permanente de diálogo para discutir estratégias operacionais e demandas institucionais.
A integração também se fortalece no âmbito das forças federais. Reuniões periódicas entre o ministro da Justiça e Segurança Pública e os dirigentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal visam alinhar estratégias e aperfeiçoar as ações conjuntas. Paralelamente, o programa investe na valorização dos profissionais, com a regulamentação do uso de recursos para cobrir despesas de saúde de servidores e seus dependentes. Além disso, há investimentos em capacitação, com cursos em áreas como comparação balística e cadeia de custódia, e em infraestrutura pericial, como a aquisição de freezers científicos.
Com um investimento previsto de R$ 11,1 bilhões, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado abrange a estruturação das forças de segurança, modernização tecnológica, inteligência, sistema prisional e cooperação federativa. O objetivo é ampliar a capacidade do Estado brasileiro no enfrentamento às organizações criminosas, por meio da valorização dos profissionais e do fortalecimento da cooperação institucional.
