Levar às escolas da rede municipal a literatura produzida por autores indígenas e a valorização dos conhecimentos e das culturas dos povos originários. Esse é o objetivo dos projetos “Lá Vem História” e “Formação Antirracista”, que estão de volta ao Rio de Janeiro com o tema “O Futuro é Agora”. A iniciativa é da ONG Parceiros da Educação Rio.
A estreia ocorreu nesta quinta-feira (12), na Escola Municipal Barão de Itacurussá, na Tijuca. Ao todo, mais de cinco mil estudantes de 28 escolas serão contemplados.
Celebrando três anos de atividades, o “Lá Vem História” promove experiências artísticas dentro e fora da escola e também amplia o acervo das bibliotecas, doando obras infantis de escritores consagrados, como Daniel Munduruku, Yaguarê Yamã e Eliane Potiguara. A previsão é distribuir 600 livros ao longo de 2026.
O programa inclui ainda mediação de leitura e oficinas de artes visuais, teatro, música e dança inspiradas em referências como Ailton Krenak e Antonio Bispo.
A coordenadora e idealizadora do projeto, Lêda Fonseca, destaca que a proposta reforça o compromisso com a formação humana e cultural das crianças:
“O livro infantil tem uma força enorme, porque ele fala diretamente com a imaginação das crianças. A literatura permite que a criança entre em outros mundos, conheça outras perspectivas, sem que isso seja uma aula formal. Ela vive a experiência da história, das imagens, da linguagem poética, e, muitas vezes, é aí que nasce o interesse, a curiosidade e o desejo por conhecer mais, saber mais sobre o mundo, sobre as pessoas.”
Para Lêda Fonseca, apresentar às novas gerações a literatura indígena é uma forma de ampliar horizontes e incentivar o respeito à natureza, ao diálogo e ao cuidado:
“Nos saberes originários, a arte, a natureza e a vida cotidiana não estão separadas. Então, quando a gente leva para a escola a literatura junto com a música, com o teatro, com a dança, com as artes visuais, a gente cria essa experiência muito mais completa. As crianças não só escutam histórias, elas cantam, elas dançam, elas desenham, elas encenam, elas experimentam. E isso torna o aprendizado muito mais vivo.”
Esta edição também celebra dois anos de parceria entre a ONG e a UFRJ, que, juntas, formam mediadores de leitura para atuar nas escolas públicas. São 22 bolsistas, que recebem R$ 1 mil por mês para conduzir atividades literárias da educação infantil ao quinto ano, com visitas duas vezes por semana.
"“O livro infantil tem uma força enorme, porque ele fala diretamente com a imaginação das crianças. A literatura permite que a criança entre em outros mundos, conheça outras perspectivas, sem que isso seja uma aula formal. Ela vive a experiência da história, das imagens, da linguagem poética, e, muitas vezes, é aí que nasce o interesse, a curiosidade e o desejo por conhecer mais, saber mais sobre o mundo, sobre as pessoas.”"
"“Nos saberes originários, a arte, a natureza e a vida cotidiana não estão separadas. Então, quando a gente leva para a escola a literatura junto com a música, com o teatro, com a dança, com as artes visuais, a gente cria essa experiência muito mais completa. As crianças não só escutam histórias, elas cantam, elas dançam, elas desenham, elas encenam, elas experimentam. E isso torna o aprendizado muito mais vivo.”"