O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros políticos, acusando-os de disseminar desinformação sobre o sistema de votação eletrônico brasileiro. A ação judicial, que será relatada pelo presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, cita também os deputados federais Eduardo Bolsonaro, Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC).
Segundo a representação do PT, o grupo teria orquestrado um "movimento articulado de desinformação" a partir do dia 17, utilizando as redes sociais para atacar a confiabilidade das urnas eletrônicas. O ápice dessa campanha, de acordo com o partido, teria sido um discurso de Flávio Bolsonaro a embaixadores, onde ele levantou suspeitas sobre a origem de parte das urnas e sua segurança, alegações já refutadas diversas vezes pelo TSE.
Na peça apresentada ao tribunal, o PT argumenta que as declarações e publicações dos parlamentares investigados lançam dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral, sem apresentar provas concretas, o que poderia minar a confiança pública no pleito de 2026. O partido solicita ao TSE que determine a retirada imediata dos conteúdos considerados falsos, a aplicação de multas aos envolvidos e a adoção de outras medidas cabíveis conforme a legislação eleitoral.
A inclusão da deputada federal Júlia Zanatta na representação do PT traz Santa Catarina para o centro dessa polêmica jurídica eleitoral. Parlamentar de primeiro mandato e uma figura de destaque do PL no estado, Zanatta é acusada de ter endossado e amplificado as críticas ao sistema de votação eletrônico por meio de suas redes sociais. Os parlamentares citados na ação terão a oportunidade de apresentar suas defesas ao TSE, que posteriormente decidirá sobre o andamento do processo e a eventual aplicação de sanções.
