O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu uma nova estratégia eleitoral para os estados do Sul do Brasil, com o objetivo de fortalecer sua presença e influência em Brasília. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a sigla optou por ceder espaço nas disputas pelos governos estaduais do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, concentrando seus esforços na eleição de senadores.

No Rio Grande do Sul, a legenda aceitou um papel secundário na chapa majoritária, com Edegar Pretto sendo deslocado para compor a candidatura ao governo, enquanto Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola, aparece como candidata principal. A decisão visa, segundo analistas, preservar a influência institucional em Brasília, especialmente em um Senado que será crucial para o futuro político do país.

No Paraná, a estratégia se repete. O PT apoiará a candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo estadual, enquanto a ex-senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann é a aposta do partido para uma vaga no Senado. Essa configuração permite ao PT dividir espaços com outras legendas de esquerda, mas com foco claro na eleição de seus quadros para a Câmara Alta.

Em Santa Catarina, o cenário é similar. Décio Lima, que já disputou o governo em pleitos anteriores, agora concorrerá ao Senado. A candidatura ao governo estadual ficou com Gelson Merisio (PSB), um nome historicamente ligado ao centro-direita, mas que se aproximou do projeto petista. Essa movimentação, que inclui o PDT no comando de chapas em dois estados e na vice em Santa Catarina, sinaliza um esforço para manter a coesão das forças de esquerda na região, ao mesmo tempo em que se busca assegurar representatividade no Senado Federal.