Os policiais civis do Amazonas têm os maiores salários do país, enquanto os de Minas Gerais recebem os menores, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Entre as polícias militares, Goiás paga a maior média salarial, e o Piauí registra os menores vencimentos brutos do Brasil. Esses dados foram divulgados nesta terça-feira (4) no estudo Raio-X das Forças de Segurança.

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Os números têm como base informações passadas pelos estados aos pesquisadores do fórum. Parte dos governos não enviou todas as informações solicitadas pelos pesquisadores, como, por exemplo, o valor de salários líquidos.

São considerados no estudo os salários médios brutos (valor inteiro, sem considerar os descontos em folha) de todas as patentes da PM: soldados, cabos, sargentos, subtenentes, tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis, coronéis e aspirantes a oficiais e alunos.

A média brasileira de salário bruto para um policial militar é de R$ 10.329,61. Veja a lista por estado na arte abaixo:

Com base na conta, o estudo identificou que Goiás tem a maior média salarial, com R$ 15.685,47. Aparecem na sequência DF (R$ 14.427,87) e Tocantins (R$ 14.108,50). Os menores salários ficam com Piauí (R$ 6.648,84), Paraíba (R$ 7.832,83) e Maranhão (R$ 8.410,46).

Entre os policiais civis, o salário bruto médio no país é maior em comparação aos militares: R$ 15.512,52. Entram nas contas os investigadores, escrivães e delegados. Veja a lista dos estados na arte abaixo:

A maior média salarial está no Amazonas, com vencimentos de R$ 26.824,02, seguido por Tocantins (R$ 21.229,81) e Mato Grosso (R$ 20.476,79). Os menores salários brutos médios ficam em Minas Gerais (R$ 12.195,03), Paraíba (R$ 12.894,22) e Acre (R$ 13.081,94).

O estudo também mostra que o Brasil tem déficit nos efetivos tanto de policiais militares quanto de policiais civis: 34% e 45% menores do que o previsto pelos estados, nesta ordem.

Em relação aos PMs, são 413 mil profissionais nos estados, mas a estimativa é de que deveriam ser quase 620 mil. Já o efetivo das polícias civis é de 97 mil investigadores, escrivães e delegados (as carreiras definidas dentro da Civil), enquanto o total ideal deveria ser de 175 mil.