O Índice Big Mac, um estudo anual divulgado pela revista britânica The Economist, posicionou o real brasileiro como a terceira moeda com a maior desvalorização em relação ao dólar na América Latina. Publicado em julho deste ano, o ranking coloca o real atrás apenas do quetzal guatemalteco e do bolívar venezuelano.

O levantamento utiliza o preço do icônico sanduíche Big Mac, vendido globalmente pelo McDonald's, como um indicador para medir a paridade do poder de compra entre diferentes moedas. No Brasil, o sanduíche custa R$ 23,90, enquanto nos Estados Unidos o preço é de US$ 6,22. Essa diferença, quando convertida pela taxa de câmbio oficial, indica que o real está subvalorizado em 24,4% frente ao dólar americano.

O Índice Big Mac foi criado em 1986 pela The Economist com o objetivo de oferecer uma ferramenta acessível para entender as flutuações cambiais. A metodologia se baseia na teoria da paridade do poder de compra (PPC), comparando os preços de um mesmo produto em diferentes países e convertendo-os para uma moeda comum, neste caso, o dólar americano, desconsiderando custos de transação e barreiras comerciais.

Em uma análise mais ampla, o ranking completo deste ano também evidencia uma tendência de enfraquecimento da moeda americana em comparação com o ano anterior. Enquanto em julho de 2025 havia sete moedas com sobrevalorização em relação ao dólar segundo o índice, este ano o número saltou para 12 moedas, com o franco suíço e o peso uruguaio liderando essa lista.