Diante de um cenário em que quase 64 milhões de brasileiros estão fora da escola sem concluir a educação básica, foi lançada nesta terça-feira (7) a Rede EJA e Inclusão Produtiva. A iniciativa reúne 16 organizações da sociedade civil, fundações e organismos internacionais para ampliar o acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e fortalecer políticas públicas voltadas a esse público.
Coordenada pela Fundação Roberto Marinho, Fundação Bradesco, Fundação Itaú, Fundação Arymax e parceiros como UNESCO, UNICEF, Todos Pela Educação, Ação Educativa e Redes da Maré, a Rede pretende articular produção de conhecimento, incidência em políticas públicas e mobilização de diferentes setores para ampliar oportunidades de escolarização e inclusão produtiva de jovens, adultos e idosos.
O primeiro estudo divulgado pela iniciativa mostra que o desafio vai além do número de pessoas sem escolaridade básica. Hoje, a Educação de Jovens e Adultos atende apenas 1,5% da demanda potencial, enquanto a maior parte da redução desse contingente nos últimos anos ocorreu pelo envelhecimento e pela mortalidade da população, e não pelo retorno à escola. Segundo a pesquisa, a baixa escolaridade representa ainda uma perda estimada de R$ 66 bilhões por ano em renda do trabalho para o país.
Os organizadores defendem que o lançamento da Rede coincide com um momento estratégico, marcado pela implementação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas para ampliar a alfabetização, expandir a EJA e integrar essa modalidade ao ensino profissionalizante. A expectativa é que a articulação entre governos, organizações sociais, fundações e setor privado contribua para transformar as metas do plano em políticas públicas permanentes.
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