A Região Sul do Brasil alcançou em 2025 a menor taxa de mortes violentas intencionais (MVI) em todo o território nacional. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o índice sulista foi de 11,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Este número representa pouco mais de um terço da taxa registrada na Região Nordeste, que atingiu 31,6 mortes por 100 mil habitantes no mesmo período, evidenciando uma disparidade significativa na segurança.

O Estado do Rio Grande do Sul contribuiu notavelmente para essa estatística positiva, apresentando a segunda maior redução percentual de MVI entre as 27 unidades federativas. A taxa gaúcha diminuiu de 15,2 para 11,3 mortes por 100 mil habitantes em apenas um ano, o que se traduz em 438 vítimas a menos. O país, como um todo, também registrou uma queda histórica, com 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, resultando em uma taxa nacional de 19,1 por 100 mil habitantes, a menor desde o início da série histórica em 2012.

No contexto de crimes específicos, a Região Sul apresentou a maior taxa regional de ocorrências de tráfico de drogas, com 125,3 registros por 100 mil habitantes, superando outras regiões brasileiras. O Rio Grande do Sul liderou essa estatística dentro da região, com 17.993 casos e uma taxa de 160,2 ocorrências por 100 mil habitantes, um aumento de 7,5% em relação ao ano anterior. Nacionalmente, os registros de tráfico de drogas cresceram 18,5%.

Outros indicadores criminais merecem atenção. Enquanto o país viu uma queda nas mortes violentas intencionais, as mortes decorrentes de intervenção policial aumentaram 5,4% nacionalmente, atingindo o maior número absoluto da série histórica. Em contrapartida, os estados do Sul foram responsáveis por grandes reduções nos registros de estupro e estupro de vulnerável, influenciando a queda nacional do indicador. O descumprimento de medidas protetivas de urgência foi o único crime analisado que apresentou crescimento em todas as 27 unidades federativas, com o Paraná liderando a taxa e o Rio Grande do Sul em segundo lugar.