O candidato à Presidência da República, Renan Santos, defende a "desfavelização" do país como a política social de maior impacto e relevância. Em entrevista à CNN, Santos destacou que, embora muitas áreas estejam em situação precária, a habitação, especificamente a questão das favelas, congrega de maneira transversal os maiores problemas enfrentados pelo Brasil.

Santos apontou que a ausência do Estado nas comunidades favelizadas agrava uma série de questões sociais urgentes. Entre elas, estão o aumento da gravidez na adolescência, a diminuição da taxa de saneamento básico, a maior propagação de doenças e, de forma proeminente, a maior presença do crime organizado. Ele enfatizou que a vida nessas áreas é significativamente ruim, com os moradores arcando com deveres sem a garantia dos direitos fundamentais por parte do Estado.

Para reverter esse quadro, o plano de governo de Renan Santos propõe uma série de medidas focadas na reforma do espaço urbano dessas comunidades. Inclui-se a concessão de títulos de propriedade, o que pode trazer segurança jurídica e incentivar investimentos, além da captação de empregos diretamente para as áreas povoadas, visando reduzir a necessidade de longos deslocamentos e fomentar a economia local.

O candidato rebate a ideia de que defende um Estado mínimo, argumentando que seu plano para as favelas exige "muito Estado". Ele ressalta que a intervenção estatal é crucial para prover os direitos básicos e transformar a realidade dos cidadãos que vivem nessas condições, tornando-os plenos cidadãos e combatendo os "vetores de problemas" que as favelas representam.