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20.mar.2026 às 8h00 Diminuir fonte Aumentar fonte Ouvir o texto Fátima Lima Diretora de sustentabilidade da Mapfre e representante da Fundación Mapfre no Brasil
Os resultados do Censo Escolar 2025 nos oferecem uma oportunidade importante de reflexão sobre os rumos da educação básica no Brasil. Os dados revelam tendências que exigem análise cuidadosa e, sobretudo, compromisso coletivo com a qualidade e a equidade educacional.
De acordo com o levantamento, em 2025 o Brasil registrou 46 milhões de estudantes matriculados em mais de 178 mil escolas públicas e privadas de todo o país. Esse número é 2,29% menor que o registrado em 2024, o que corresponde a quase 1,1 milhão de alunos a menos no sistema educacional.
À primeira vista, essa redução indica retrocesso significativo, mas uma análise detalhada mostra que o fenômeno está associado a uma série de fatores, entre eles a mudança estrutural da demografia brasileira.
A queda da população em idade escolar, especialmente nas faixas de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos, impacta diretamente o volume total de matrículas.
O ensino médio foi a etapa que apresentou o recuo mais expressivo. Em apenas um ano, houve redução de 5,4% nas matrículas da rede pública, com 425 mil alunos a menos.
Embora o MEC (Ministério da Educação) aponte a melhoria na aprovação e a redução da repetência como fatores positivos, especialistas alertam que a queda indica também um abandono escolar que não pode ser ignorado.
Essa reflexão é essencial para evitar conclusões precipitadas. Apesar da redução demográfica, uma parcela maior dos jovens está, de fato, frequentando a escola.
O desafio, contudo, é o de garantir acesso, permanência e qualidade da aprendizagem em todas as etapas, e isto exige articulação governamental, planejamento e investimentos consistentes.
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Por outro, pela primeira vez desde o período pós-pandemia, as matrículas em creches estagnaram, totalizando 4,18 milhões —redução de 3,8% na pré-escola.
O sinal de alerta é evidente: se o Brasil deseja consolidar avanços estruturais, precisa assegurar não apenas vagas, mas também qualidade e permanência desde os primeiros anos de vida escolar.
No Brasil, essa trajetória se traduz na ampliação de nossa presença territorial, sempre com foco na geração de impacto social duradouro por meio da educação.
Ao dialogar com escolas, educadores, estudantes e comunidades, contribuímos para a formação de cidadãos mais conscientes, responsáveis e preparados para exercer seus direitos e deveres.
Os resultados do Censo Escolar 2025 reforçam que o desafio da educação brasileira não se resume apenas à expansão do acesso. Ele passa, cada vez mais, pela qualidade das experiências educativas, pela permanência com aprendizagem e pelo desenvolvimento integral de crianças e jovens.
Assim, nosso compromisso seguirá sendo o de atuar de forma complementar às políticas públicas, fortalecendo redes locais e ampliando o alcance de boas práticas.
Portanto, reafirmamos nossa disposição de colaborar ativamente para que cada criança e jovem no Brasil tenha acesso a uma educação inclusiva e transformadora. Esse é o horizonte que orienta nossa atuação e que continuará guiando nossos próximos passos.
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